OAB começa a convocar voluntários para mutirão carcerário
A seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) está convocando voluntários para auxiliar no Mutirão Carcerário promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que terá início no dia 22 de fevereiro no Paraná. A revisão dos processos dos presos custodiados no estado e a vistoria das penitenciárias e cadeias deverão envolver cerca de 120 pessoas, entre juízes, promotores públicos, oficiais de Justiça e servidores do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).
Cada um dos quatro polos regionais em que o grupo de magistrados, oficiais e promotores inicialmente atuará poderá contar ainda com o auxílio de advogados, bacharéis e estagiários do curso de Direito. Em Foz do Iguaçu, de onde as ações se estenderão também às cidades de Cascavel e Francisco Beltrão, no Oeste e Sudoeste do estado, a subseção da OAB e o Conselho da Comunidade na Execução Penal largaram na frente e já começaram a mobilizar os interessados.
“Assim que o presidente da OAB-PR nos comunicou sobre a vinda do mutirão para o Paraná, decidimos nos articular para saber quantos poderão colaborar quando os representantes do CNJ, do Tribunal de Justiça e do Ministério Público chegarem para fazer o levantamento do sistema prisional do estado”, adiantou o presidente da subseção local, Gilder Neres. A iniciativa atende ao apelo feito nessa semana pelo coordenador nacional do mutirão, o juiz Erivaldo Ribeiro.
De acordo com a assessoria de imprensa da OAB-PR, a entidade ainda aguarda o resultado da reunião marcada para segunda-feira, na sede do Tribunal de Justiça do Paraná, para definir as orientações gerais que serão repassadas às subseções regionais. O mutirão passará por Foz, Curitiba e Região Metropolitana, Litoral do estado, Londrina, Maringá, Cascavel, Francisco Beltrão, Ponta Grossa e Guarapuava.
Fonte: Gazeta do Povo
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
OAB começa a convocar voluntários para mutirão carcerário
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Começar de Novo: Construtora emprega presos e ex-detentos
Construtora de GO emprega 30% de presos e ex-detentos no quadro de funcionários
Cerca de 30% dos funcionários que trabalham atualmente em obras da construtora GM Participação Empreendimentos Imobiliários, em Goiânia (GO), são detentos ou egressos do sistema carcerário. Eles trabalham nas funções mais diversas, que vão desde servente a encarregado geral, e recebem salários que variam de R$ 600 a R$ 3.000. "Não fazemos distinção entre os empregados .Eles são tratados como iguais, inclusive em termos salariais", destaca o diretor da construtora, Célio Vieira. A iniciativa contribui para a reintegração dessas pessoas na sociedade e no mercado de trabalho, o que é incentivado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio do Programa Começar de Novo.
Atualmente, a construtora conta com 240 funcionários, dos quais 70 são pessoas que cumprem pena em regime aberto ou semi-aberto. A quantidade de empregados varia de acordo com os contratos e as obras que a empresa realiza, mas Vieira garante que assegura vagas para presos e ex-detentos para todos os projetos . A seleção dos candidatos é feita no próprio presídio, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde eles também passam por uma capacitação na área demandada pela empresa. Muitos deles trabalham como pedreiro, pintor, ou até mesmo mestre-de-obras. "Nunca tivemos nenhum tipo de problema . Pelo contrário, o resultado têm sido muito positivo", ressaltou.
Mais vagas - A ideia de incluir egressos no quadro de funcionários da construtora foi colocada em prática no início de 2009, segundo o diretor, por sugestão de um colega e, desde então, foi adotada em todas as obras da construtora. "Eles ficam felizes com a oportunidade, sem contar que é uma contribuição para a sociedade", afirma Vieira. Os resultados foram tão positivos que ele pretende expandir o número de vagas destinadas a detentos este ano nas próximas obras que serão tocadas pela empresa.
Em Goiânia, nesta quinta-feira (28/1) o presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, ressaltou a importância de programas de ressocialização de presos e egressos do sistema carcerário, como política de segurança pública, a fim de reduzir a taxa de reincidência, e diminuir a criminalidade. Na ocasião, ele assinou convênios com o governo de Goiás e a empresa de confecção de roupas Hering para ampliar a oferta de vagas de trabalho e cursos para presos, ex-detentos e menores em conflito com a lei que cumprem medidas só-educativas e de internação no Estado. No Portal de Oportunidades, disponível no site do CNJ (www.cnj.jus.br), 1.550 vagas para cursos e emprego estão sendo ofertadas para essas pessoas.
Fonte: Agência CNJ de Notícias
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Mutirão Carcerário no Paraná contará com 36 juízes
O Mutirão Carcerário no Paraná, que deve ter início no dia 22 de fevereiro, contará com a participação de 36 juízes e cerca de 30 promotores públicos do estado. O mutirão é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). O objetivo é reexaminar processos de presos provisórios e condenados, verificar as condições de cumprimento da pena e buscar formas de garantir vagas de emprego para presos que deixaram a prisão, por meio do projeto “Começar de Novo”.
Ontem, o TJ divulgou o número de profissionais que irão participar das atividades. Além dos 36 juízes, 41 servidores e 15 oficiais de Justiça vão se dividir nas quatro áreas polo do projeto: Curitiba, Região Metropolitana e Litoral; Londrina e Maringá; Foz do Iguaçu, Cascavel e Francisco Beltrão; e Ponta Grossa e Guarapuava. O MP ainda não fechou o número de profissionais que irão atuar no mutirão, mas estima que 30 promotores estarão envolvidos com as atividades.
Uma reunião, marcada para segunda-feira, na sede do Tribunal de Justiça do Paraná, vai iniciar a discussão sobre o planejamento das ações do mutirão. “O governo do Paraná fez muitos investimentos nesta área, mas o sistema carcerário é um problema nacional”, diz o juiz auxiliar da presidência do TJ, Rosselini Carneiro.
Governo
Ontem, a agência de notícias do governo do estado divulgou nota afirmando que o governador Roberto Requião teria pedido ao presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, para que o mutirão viesse ao estado.
“Em dezembro, Requião telefonou a Mendes pedindo que o projeto viesse ao Estado. Pouco depois, no dia 21 de dezembro, enviou ofício ao presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, confirmando o interesse do Paraná em receber o Mutirão Carcerário a partir de fevereiro de 2010”, diz o texto da matéria.
Para o presidente da seção Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), José Lúcio Glomb, o mutirão será importante na avaliação do sistema carcerário paranaense. “O CNJ é um órgão contestado por alguns, mas dá uma chacoalhada em algumas coisas. É o que deve acontecer com o sistema carcerário do estado.”
Transferência
O Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (Depen-MJ) anunciou ontem que 129 detentos que estão em outros estados vão retornar ao Paraná nas próximas semanas. A volta faz parte da Operação Retorno, sugerida pelo Conselho Nacional de Justiça para acelerar a tramitação de processos criminais. Outros 408 presos que estavam detidos na Penitenciária Central do Estado (PCE), destruída na rebelião do dia 15, aguardam transferência para o Presídio do Ahú, que será reativado emergencialmente. Seis presos morreram na rebelião.
Fonte: Gazeta do Povo
Sistema prisional MASCULINO em Foz é considerado organizado
Até dois anos atrás, Foz do Iguaçu de tempos em tempos vivia uma situação caótica, devido às rebeliões que os presos desencadeavam na Cadeia Pública Laudemir Neves. Os motivos eram sempre os mesmos: a superlotação e a falta de condições mínimas de higiene e salubridade. Mas desde outubro de 2008, a situação mudou, com a inauguração do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), que abriu quase 900 novas vagas prisionais.
A polêmica da falta de vagas nas penitenciárias e cadeias do estado voltou à tona depois da rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, que deixou seis mortos. O fato levou, inclusive, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) a programar um mutirão carcerário, que tem o objetivo de reexaminar os inquéritos e processos dos presos condenados e provisórios, verificar as condições de cumprimento das penas, e estabelecer ações para a ressocialização dos detentos que deixarem a prisão. A ação começa em fevereiro em todo o Paraná.
De acordo com o diretor do CDR em Foz do Iguaçu, Alexandre Calixto, trabalho semelhante já foi realizado no município, em novembro do ano passado. "Eles vieram verificar se havia presos com a pena extrapolada, ou se a pessoa estava aguardando presa e o processo não andou. Fizeram toda essa avaliação aqui", lembrou.
Mas, pela primeira vez em anos, a situação encontrada no final de 2009 foi a de um sistema prisional organizado e até mesmo tranquilo. De acordo com Calixto, a construção do CDR foi a solução para o problema. "O Governo do Estado investiu, e hoje temos uma situação até confortável. Tem a Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu (PEFI), que abriga os condenados, e o CDR, que é uma unidade híbrida — pode ter condenados, provisórios e regime semiaberto. Com isso, a gente consegue acalmar a situação", destacou.
Somente da Cadeia Pública Laudemir Neves, em torno de 20 presos são removidos para o CDR semanalmente, segundo informou Calixto. "E esse número pode chegar até a 50. Porque aqui a gente tem uma rotatividade grande", explicou.
Alexandre Calixto, que há oito anos dirige unidades prisionais em Foz do Iguaçu — antes da inauguração do CDR, ele era diretor da PEFI —, comentou que já presenciou situações muito críticas no que diz respeito a carceragens. "Sempre tinha rebelião, por causa da superlotação. Uma vez, chegou a ter 890 presos no cadeião", lembrou.
Agora, a Cadeia Pública Laudemir Neves comporta em torno de 370 presos, dos quais 160 são mulheres. Na Penitenciária Estadual, cumprem pena 477 detentos já condenados. E no Centro de Detenção e Ressocialização a média tem sido de 800 prisioneiros. "Estamos na nossa média, mas como temos uma rotatividade boa, estamos sempre recebendo presos", observou.
Após a inauguração do CDR, em outubro de 2008, a situação se estabilizou. "Nunca mais tivemos rebelião no cadeião. Lá está tudo mais arrumado, é outra situação agora. Se conseguiu impor uma disciplina. E para a Polícia Civil também está mais confortável", disse, referindo-se às diversas vezes em que presos precisaram ficar na cela da delegacia, pois não havia mais vagas na cadeia pública. Por vezes, a unidade chegou a ser interditada pela Justiça — a última interdição determinada pela Vara de Execuções Penais ocorreu em 22 de julho de 2008, pouco antes da entrada em funcionamento do CDR.
Ressocialização
Um dos motivos de satisfação para Calixto é que, tanto na PEFI quanto no CDR, o programa de ressocialização dos detentos realmente funciona. "Tem uma política estadual que nós seguimos, que é a do Departamento Penitenciário, que com essas unidades eles humanizaram a pena. Pode-se desenvolver o tratamento penal que está estabelecido na lei", destacou.
Parte desta humanização consiste, por exemplo, em separar os presos por tipo de crime que cometeram. "Tem o sujeito que cometeu assalto, o homicida, tudo separado, porque a mistura é que faz a escola do crime. E o preso de alta periculosidade tem 88 celas para isolamento. Aqui se consegue desenvolver o que a lei diz. A política do estado exige isso da gente. O preso tem que estudar, trabalhar, e a gente tem que correr atrás", acrescentou.
Dentro das unidades, os encarcerados fazem cursos profissionalizantes e até mesmo estudam por meio da modalidade de educação à distância. "Deveria ser assim no Brasil inteiro. Assim, não teria esse desenvolvimento do crime como outros estados deixaram formar. Com essa separação, não se permite que o crime organizado comande de dentro das unidades prisionais", contextualizou.
Também existe um projeto para a construção de uma penitenciária feminina em Foz do Iguaçu, que deverá ter 400 vagas.
Fonte e Foto: Gazeta do Iguaçu
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Transferência de presos deve acelerar julgamentos
Aproximadamente 1.400 presos que estão aguardando julgamento em presídios estaduais, retornarão para o distrito da culpa, isto é, ao estado onde ocorreu o crime. A meta é do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, órgão responsável pelas remoções. A ação segue proposta do Conselho Nacional de Justiça de viabilizar o recambiamento regular de presos.
Batizada de Operação Retorno, a iniciativa que começou em setembro de 2009 tem como objetivo dar maior celeridade aos processos. Segundo o diretor do Sistema Penitenciário Federal, Wilson Salles Damázio, é comum mandados de prisão serem cumpridos fora do estado onde aconteceu o crime. “A presença do réu na comarca onde praticou o crime representa celeridade no julgamento.”
A Operação Retorno já fez 100 transferências de presos entre os estados. A meta do Depen é que, em 2010, com a ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB), todas as remoções solicitadas sejam efetuadas. Coordenada pela área de inteligência do Sistema Penitenciário Federal, a operação conta com o apoio da Polícia Federal, Força Nacional de Segurança Pública e FAB.
A transferência mais recente da Operação Retorno foi feita de Porto Alegre (RS) para Ponta Porã (MS). Uma mulher paraguaia e o filho de 1 ano e 8 meses retornaram para o Mato Grosso do Sul onde tramita o processo. Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério da Justiça.
Fonte: Site ConJur
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Proposta obriga criação de alas femininas em cadeias públicas; tranferencia; superlotação
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