segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Cerimônia de posse da Presidente do Conselho da Comunidade de Foz no CNPCP

                               

Cerimônia de posse da Presidente do Conselho da Comunidade de Foz no CNPCP

                                 

Na última sexta-feira, dia 03 de Outubro de 2014, a Dra. Luciane Ferreira - atual Presidente do Conselho da Comunidade de Foz do Iguaçu, assinou, em Brasília/DF, o Termo de Posse do seu ingresso no CNPCP (Conselho Nacional de Políticas Criminais e Penitenciárias).




Doutor Luis Antônio Bressani


Já na primeira reunião do Colegiado, a Presidente deste Conselho, Dra. Luciane Ferreira, teve a oportunidade de, junto aos demais Conselheiros,  tecer a minuta do indulto de 2014.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Índice de reincidência no crime é menor em presos das Apacs

Essa estrutura é replicada em quase 40 unidades prisionais pelo Brasil. Enquanto no sistema penitenciário comum 70% dos egressos voltam a cometer crimes segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na Apac esse número não ultrapassa 15%, de acordo com o mesmo órgão.

A estrutura da prisão funciona com poucos empregados, alguns voluntários e com a cooperação dos presos, que trabalham em todos os setores – até na portaria e na manutenção da disciplina.Em 42 anos de existência, suas unidades nunca registraram uma rebelião ou assassinato.
Isso faz com que o custo dos presos seja consideravelmente reduzido. Enquanto no sistema prisional comum, o custo mensal para manutenção de um preso varia entre R$ 1.800 e R$ 2.800, na Apac não ultrapassaria R$ 1.000.

Camas macias e banhos quentes

As celas do regime fechado em Itaúna, unidade da Apac mais antiga em funcionamento, abrigam quatro camas de cimento dispostas como beliches e cobertas por colchões de espessura média.
Apac de Itaúna (BBC Brasil)
Sistema é apontado como forma para ressocializar presos
Há um banheiro com chuveiro quente em cada uma dessas acomodações. O pátio é coberto por uma grade de ferro e pode ser frequentado a partir das 17h, quando termina o turno de trabalho.
É um pequeno paraíso frente ao que costuma ser oferecido na maioria dos presídios do sistema carcerário nacional. Um relatório do Conselho Nacional do Ministério Público, que avaliou 1.598 prisões entre março de 2012 e fevereiro de 2013, constatou que quase metade das unidades não possuía camas para todos os detentos e cerca de um quarto delas não oferecia nem mesmo um colchão. Água quente, só em um terço dos estabelecimentos.
Na memória dos recuperandos, as diferenças são ainda mais marcantes. "A experiência no sistema prisional comum marca muito pela humilhação", diz Marlon Samuel da Silva, 33 anos, preso há quatro anos por tráfico de drogas.
Ele afirma que "lá embaixo", como se refere à cadeia comum de Itaúna, os presos apanhavam frequentemente. "Cada dia era uma 'escama' em uma cela diferente", afirma.

Presos que cuidam de presos

Nas Apacs não há cercas elétricas nem câmeras de segurança. Um dos lados da unidade de Itaúna é delimitado apenas por uma cerca de arame farpado. No entanto, segundo seus administradores, há dez anos não há registro de fugas.
Contudo, segundo o CNJ, o índice geral de fugas em presídios que usam o modelo Apac ou semelhante – com sistema mais brando de segurança – costuma ser mais elevado que o do sistema prisional comum.
"Tratamos quem cumpre pena como sujeito de direitos e deveres. O ser humano tratado com respeito, responde com respeito", afirma o presidente da Fraternidade de Proteção aos Condenados (Fbac), federação que agrega as Apacs, Valdeci Antonio Ferreira.
Apac de Itaúna (BBC Brasil)
Unidades não têm cercas elétricas ou câmeras de segurança
Para os entusiastas do método, uma das razões para os bons resultados é a responsabilidade dividida com os que cumprem pena. "Esse índice de não-reincidência se deve ao compromisso que os próprios recuperandos (presos) assumem de se reajustar à vida de forma honesta", diz o juiz de Itaúna, Paulo Antonio de Carvalho, um dos responsáveis pela implantação do método na cidade.
Assim, são os detentos que assumem funções como manter a disciplina em uma prisão que conta com apenas dois inspetores de segurança desarmados por turno.
Organizados no chamado Comitê Sinceridade e Solidariedade (CSS), os presos resolvem cerca de 85% dos casos de indisciplina aplicando sanções que vão de advertência verbal a isolamento nas celas.
Atrasos para as atividades diárias, falta do uso de crachá, cabelos desarrumados, tudo pode render punições, pois a disciplina é rígida. Faltas mais graves, como porte de drogas ou celulares, são imperdoáveis e podem resultar no retorno ao sistema prisional comum.
Já a boa disciplina pode resultar em regalias, como aluguel de DVDs nos fins de semana e banhos de lua.

Método não é prioridade

As Apacs estão hoje distribuídas pelo Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí e Minas Gerais, mas esse último tem 34 das 39 unidades.
O Tribunal de Justiça mineiro apoia os juízes na implantação do método em suas comarcas por meio do Programa Novos Rumos, criado em 2001. O Estado também aprovou uma lei que reconheceu as Apacs como aptas a firmar convênios com o governo. Desde então, verba governamental tem ajudado na construção – antes feita só com doações – e na manutenção das unidades prisionais.

Apac de Itaúna (BBC Brasil)
Os próprios detentos cuidam da administração do local
Essas prisões são instituições privadas, sem fins lucrativos, que podem cuidar da tutela dos presos. Tecnicamente, é necessário apenas que o juiz concorde em enviar os presos para essas unidades, gerenciadas pela sociedade civil.
De acordo com a Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais, a criação de uma vaga na Apac custaria R$ 27 mil, enquanto no sistema comum, esse valor oscilaria entre R$ 55 e 60 mil.
"Hoje, o melhor modelo para ressocialização dos presos é, com certeza, a Apac, mas ela é apenas uma das soluções", afirma o secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz.
Para o secretário, dois fatores impedem que o sistema penitenciário seja inteiramente baseado em Apacs. O primeiro é que nem todos os presos se adaptariam. "Não pela gravidade do crime, temos muitos homicidas nessas prisões, mas quando tratamos de lideranças de organizações criminosas é mais complicado", afirma.
A segunda dificuldade seria o tamanho da demanda. Esse modelo de prisão tem unidades pequenas, uma tentativa de individualizar as penas. "Uma das Apacs que serão construídas esse ano é em Uberlândia e abrigará 200 presos. Mas a cidade tem cerca de 2.500 detentos", diz

Atualizado em  20 de março, 2014 - 05:55 (Brasília) 08:55 GMT

Com menos de 1% dos detentos, Apacs são alternativa para ressocialização

Com menos de 1% dos detentos, Apacs são alternativa para ressocialização

Apacs não têm carcereiros armados
Apacs são unidades prisionais administradas por ONGs e entidades da sociedade civil que, apesar de abrigarem menos de 1% da população carcerária brasileira, são apontadas pelo Poder Judiciário como um modelo mais positivo de ressocialização de presos em relação às prisões tradicionais.

Não há agentes penitenciários armados armados nas Apacs, e as portas das celas ficam abertas durante o dia. Os detentos são responsáveis pela limpeza e pela preparação da comida.
Mas críticos dizem que o sistema facilita a fuga de detentos (não há dados consolidados a respeito).
Além disso, muitos veem com ressalvas o forte elemento cristão das Apacs.
A reportagem da BBC Brasil visitou a Apac de Itaúna (MG), criada a partir da mobilização de um grupo da Pastoral Carcerária da Igreja Católica nos anos 1980.
Imagens: Miguel Angel Herrera

Atualizado em  20 de março, 2014 - 05:54 (Brasília) 08:54 GMT

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Prisões-modelo apontam soluções para crise carcerária no Brasil

Prisões-modelo apontam soluções para crise carcerária no Brasil

Preso fabrica contêiner em prisão no Mato Grosso do Sul (Foto: Keila Oliveira / Agepen - MS)Presídios pequenos, onde os presos trabalham e estudam são considerados mais eficientes

Unidades prisionais pequenas, estímulo do contato dos detentos com suas famílias e com a comunidade, trabalho, capacitação profissional e assistência jurídica eficiente. Essas são algumas das características de prisões consideradas modelo que já funcionam pelo país. Elas estão sendo tratadas pelas autoridades como possíveis soluções para os problemas do sistema prisional brasileiro.
O sistema carcerário do país já foi classificado de "medieval" pelo próprio ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Entre seus principais problemas estão os assassinatos, a superlotação, a falta de infraestrutura e higiene, os maus-tratos, a atuação do crime organizado e os motins.
Há pouco mais de dois meses essa realidade veio à tona com a explosão de violência no complexo penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão – que resultou na intervenção da Força Nacional após o assassinato de cerca de 60 detentos no período de um ano.
A crise acabou sendo amenizada com ações emergenciais, mas, para analistas em segurança, a única forma de evitar explosões de violência como essa é fazer mudanças estruturais nos sistemas carcerários dos Estados.
A BBC Brasil ouviu uma série de juristas e especialistas no setor prisional para levantar os problemas e fatores que podem nortear esse tipo de mudança.

Raíz do problema

Segundo o especialista em segurança pública Cláudio Beato, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, a violência dentro dos presídios está diretamente relacionada com a insegurança nas ruas.
Como o Estado falha em garantir a integridade dos presos em muitas unidades prisionais, segundo ele, para se proteger, os detentos se organizam em facções criminosas. Porém, esses grupos evoluem criando redes de advogados, formas de financiamento, obtenção de armas e assim elevam o crime para um nível mais nocivo, que afeta toda a sociedade.
"As prisões são as responsáveis pela mudança do patamar do crime no Brasil", afirmou.
A primeira forma de mudar a realidade carcerária seria então fazer o Estado cumprir seu papel de garantir a segurança dos detentos. Mas é mais difícil fazer isso em unidades prisionais enormes e superlotadas.
"Unidades (prisionais) pequenas e próximas da comunidade com a qual o detento tem laços: essa é a melhor forma para colaborar com a sua recuperação", afirmou o juiz Luiz Carlos de Resende e Santos, chefe do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário, um órgão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Segundo ele, há atualmente no sistema prisional do país algumas unidades que possuem essas características e poderiam ser tomadas como modelos.
Santos diz que, na maioria dos casos, o bom funcionamento dessas prisões está diretamente relacionado a uma determinada gestão ou administrador. Por isso, a maioria das boas experiências acabam surgindo e desaparecendo em um movimento cíclico.
Ainda assim, algumas delas têm perdurado por anos e estão chamando a atenção dos especialistas do setor.

Modelo Apac

Um dos modelos positivos citados por analistas é o da Apac (Associação de Proteção e Amparo aos Condenados). Ele funciona em mais de 30 unidades em Minas Gerais e no Espírito Santo e abriga aproximadamente 2,5 mil detentos.
O modelo tem uma forte ligação com a religião cristã – fato criticado por alguns especialistas. Suas características principais são proporcionar aos presos contato constante com suas famílias e comunidade, ensinar a eles novas profissões - como a carpintaria e o artesanato – e não usar agentes penitenciários armados na segurança.
Uma das principais vantagens do sistema é a baixa taxa de reincidência dos detentos no crime – entre 8% e 15%, segundo o CNJ. Nos presídios comuns ela pode chegar a 70%, de acordo com a entidade.
Mas para que o modelo dê certo, os presos (dos regimes fechado e semiaberto) que participam dele são cuidadosamente selecionados. Detentos com histórico de violência e desobediência, além de líderes de facções criminosas, geralmente não têm acesso a essas unidades. Mesmo assim, segundo Santos, o índice de fugas ainda seria maior que o do sistema penitenciário comum.
"O modelo da Apac é interessante e funciona muito bem para os presos menos perigosos e eles são a grande maioria (da população carcerária do país)", afirmou Beato.

Modelo americano

Prisão baseada em modelo arquitetônico americano (foto:  Asscom / Sejus)
Estado do Espírito Santo reformulou seu sistema prisional em dez anos
Há pouco mais de dez anos as unidades prisionais do Estado do Espírito Santo viviam uma situação de caos, com um cenário de superlotação, escassez de agentes penitenciários e falta de um modelo de gestão.
Os detentos chegaram a ser colocados em penitenciárias provisórias, nas quais as celas eram feitas de contêineres – o que gerava um calor insuportável e tornava o ambiente insalubre.
A situação caótica virou alvo de críticas de juristas e ativistas, que chegaram a denunciar os abusos a organismos internacionais de defesa de direitos humanos.
"Foi uma época em que vivemos uma situação semelhante à que o Maranhão vive hoje, as celas metálicas foram uma solução imediata para desafogar as unidades e depois reconstruir o sistema", disse o secretário de Justiça do Espírito Santo Eugênio Coutinho Ricas.
O governo local então decidiu investir mais de R$ 450 milhões em um processo de criação das atuais 26 unidades prisionais capixabas.
A construção delas foi feita por empresas estrangeiras e seguiu um modelo arquitetônico padronizado criado nos Estados Unidos. Cada unidade abriga no máximo 600 detentos (Pedrinhas, por exemplo, tem cerca de 2,2 mil presos). Eles ficam divididos em três galerias de celas e não se comunicam.
Os edifícios têm ainda salas específicas onde os detentos participam de oficinas profissionalizantes ou recebem atendimento odontológico e psicológico.
Segundo Ricas, o modelo diminuiu a quantidade de fugas e tumultos e dificultaria ainda a organização das facções criminosas. O esforço do Estado é visto pelo CNJ como um exemplo positivo, segundo o juiz Santos.

Modelo espanhol

Estados como Alagoas, Goiás e Mato Grosso do Sul, entre outros, estão apostando em unidades prisionais de excelência que investem na ressocialização dos presos.
O alagoano Centro Ressocializador da Capital é uma dessas prisões. Segundo o tenente-coronel Carlos Luna, superintendente geral de administração penitenciária de Alagoas, a experiência se baseia em um modelo espanhol e parte do princípio de que um tratamento respeitoso é essencial para a ressocialização dos detentos.
Contudo, uma seleção rigorosa faz com que apenas presos com bom comportamento, que nunca tenham participado de motins e que aceitem participar da experiência sejam selecionados. Eles só são transferidos do sistema carcerário comum para a unidade depois de passar por uma avaliação psicológica onde devem mostrar "vontade de mudar de vida".
Diferentemente da maioria das prisões no Brasil, sobram vagas na unidade, que foi construída para abrigar 155 detentos, mas tem atualmente pouco mais de 130. Os detentos não podem usar entorpecentes e todos eles trabalham na manutenção da unidade e em empresas conveniadas. Até presos que cumprem pena no regime fechado são autorizados a sair desacompanhados para trabalhar.
Ao acabarem de cumprir suas penas, os detentos são encaminhados para convênios do governo com empresas, para a colocação no mercado de trabalho.
"Conseguimos baixar o grau de reincidência para 5%", disse Luna.
Porém, a realidade da unidade é muito diferente do restante do sistema prisional do Estado. "É complicado aplicar esse modelo em unidades grandes", disse.

Ênfase no trabalho

Segundo o CNJ, uma unidade prisional que aplica aspectos positivos no regime semiaberto é o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, no Mato Grosso do Sul.
Sua principal característica é a ênfase no trabalho, uma vez que a unidade possui nove oficinas de trabalho remunerado – em áreas como tapeçaria, produção de contêineres e portões e cozinha industrial.
Muitos dos presos exercem essas atividades fora do presídio e são as próprias empresas que se responsabilizam pelo seu transporte e medidas de segurança.
Em paralelo, os detentos participam de tratamento para se livrar do vício em entorpecentes.
Fonte e Fotos: BBC

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Foz: 2ª edição da Caminhada de Combate as Drogas e Violência

Foz terá 2ª edição da Caminhada de Combate as Drogas e Violência

A 2ª Caminhada de Prevenção contra as Drogas e Violência de Foz do Iguaçu, irá acontecer no dia 6 de fevereiro a partir das 17 horas. A saída será em frente a Policia Federal, na Avenida Paraná e a chegada na 3ª Pista da JK. O evento terá show da dupla Bruno e Mateus e Banda. A caminhada é promovida pela Secretaria da Juventude e Antidrogas em parceria com representantes da sociedade civil organizada e ONGs.
Segundo o médico pediatra, Camilo Antônio de Lima, presidente do Conselho sobre Drogas de Foz – COMAD/FI esta é uma ação preventiva e de conscientização da população, para a problemática do uso indevido de drogas lícitas e ilícitas. Ele disse ainda que,  em razão da caminhada anteceder ao carnaval, a ação é preventiva. “Obtivemos êxito com esta mobilização no ano passado, quando houve a diminuição dos índices de violência e de uso de drogas nesse período, segundo dados da rede de atendimento existente no município”, destacou.
Camilo Antônio de Lima informou que haverá cartazes por toda a cidade, para que a população participe da mobilização. O evento conta com o apoio de várias entidades e órgãos que trabalham na área. Entre eles Guarda Municipal, representantes da área da Infância e Juventude, Corpo de Bombeiros e outros. 

Fonte: Prefeitura de Foz do Iguaçu

Mutirão Carcerário: Definidas primeiras cidades do Paraná

Definidas primeiras cidades do Paraná a serem submetidas ao mutirão carcerário.

Por: Guilherme Voitch



No Mutirão, promotores, juízes, advogados e servidores da Justiça irão atuar de forma conjunta em espaços integrados, de modo a agilizar o trâmite dos processo

O Mutirão Carcerário vai iniciar suas atividades no Paraná, dia 23, pelas comarcas de Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa. As quatro cidades serão as primeiras a contar com o trabalho de revisão dos processos e inquéritos de presos condenados e definitivos promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

A definição dos primeiros polos foi feita nesta segunda-feira (1º), em reunião realizada na sede do TJ-PR. O encontro, que também contou com membros do Ministério Público do Paraná, da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Paraná (OAB-PR) e do governo estadual, definiu procedimentos para o Mutirão, que será encerrado no dia 14 de maio “Queremos encerrar o mutirão coma revisão de todos os processos e com inspeções realizadas em delegacias e presídios”, diz o juiz auxiliar da presidência do CNJ e coordenador do Mutirão, Erivaldo Ribeiro.

No Mutirão, promotores, juízes, advogados e servidores da Justiça irão atuar de forma conjunta em espaços integrados, de modo a agilizar o trâmite dos processos.

Fonte: Gazeta do Povo

Cresce a participação de mulheres no crime

Em Londrina, as prisões entre o sexo feminino cresceram 76% em 2009. Maioria foi detida por tráfico de drogas

Por: Telma Elorza

 


No período de um ano, o número de mulheres presas em Londrina aumentou 76%. No ano passado, foram 194 mulheres detidas contra 110 em 2008. Os dados são da 10ª Subdivisão Policial (SDP). No total, o número de prisões cresceu apenas 17,7%, com 2.079 prisões em 2008 e 2.448, em 2009. As mulheres representam apenas 7,92% do universo, mas de acordo com o delegado-chefe da 10ª SDP, Sérgio Barroso, apesar do número ser pequeno dentro do universo de prisões, os dados coletados são preocupantes. “Fui obrigado a reativar a carceragem do 4º Distrito (Policial), no ano passado, por causa do número de prisões de mulheres. Se continuar neste ritmo, não sei onde vamos parar”, diz.

Barroso explica que a maioria das mulheres foi presa por tráfico de drogas. “E isso reflete que elas estão ficando muito mais atuantes nesta área. Muitas vezes, o companheiro é detido e ela assume a função, como uma forma de sobrevivência. Ou até cai junto”, explica. Segundo o delegado, o segundo tipo de crime mais praticado pelas mulheres é o furto, também ligado ao tráfico. “A maioria faz isso para sustentar o vício”, explica. De acordo com ele, poucos são os casos onde a mulher usa de violência. “Os casos de homicídios e roubos são minoria. Os de homicídio, por exemplo, são sempre casos de crimes passionais”, afirma.

Os dados da Polícia Civil são confirmados por números da Vara de Execuções Penais (VEP). De acordo com a juíza substituta da VEP, Zilda Romero, 75% das 126 mulheres presas no 3º e 4º Distritos Policiais (DP) foram detidas por tráfico de drogas; 24% por delitos contra o patrimônio (furto) e apenas 1% por homicídio. Entre elas, estão mulheres de 19 a 67 anos.

Os dois distritos são as únicas unidades prisionais femininas disponíveis na cidade com 36 e 24 vagas, respectivamente. No 3º DP estão 50 presas provisórias e 23 condenadas. No 4º DP, são 36 presas provisórias e 17 condenadas. No Estado, só existem duas unidas prisionais para presas condenadas, uma de regime fechado e outra de regime semi-aberto. Ambas ficam em Curitiba. “A maioria das condenadas não quer ser removida. Preferem enfrentar superlotação para não ficar longe dos filhos e companheiros”, diz a juíza. As únicas removidas compulsoriamente são as grávidas. “A partir do 6º mês, fazemos a remoção para o Complexo Médico Penal. Nos DPs é impossível mantê-las e aos bebês”, explica.

Recuperação é mais fácil e reincidência menor

Para a juíza substituta da VEP, Zilda Romero, a entrada da mulher no crime tem um custo social muito maior que o do homem por causa dos filhos. “Quando um homem é preso, bem ou mal, a companheira fica cuidando dos filhos. Quando a mulher é presa, na maioria dos casos o companheiro também já está preso ou ela é sozinha. O resultado é que um número muito grande de crianças fica sem ninguém”, explica. Esses são os casos da maioria das crianças que estão hoje em abrigos, indisponíveis para adoção.
Por outro lado, a juíza vê um aspecto positivo: as mulheres são muito mais fáceis de serem recuperadas e reingressar na sociedade como pessoas produtivas. “Dificilmente elas voltam a reincidir no crime. A maioria já chega na frente do juiz arrependida. Se for jovem, ela se preocupa com o pai ou a mãe. Se for mais velha, com os filhos”, diz.

Segundo ela, poucas têm a mesma atitude de frieza do homem em situações semelhantes. “Se der uma oportunidade para a mulher presidiária, seja de profissão ou estudo, ela vai agarrar com unhas e dentes”, afirma. Isso, segundo ela, é comprovada pelas próprias fichas criminais: são poucas as com antecedentes criminais. “A maioria está presa pela primeira vez”, afirma.

Mara foi presa por associação com o tráfico

No corpo, estão as marcas da violência causada por um ex-companheiro: várias quelóides resultantes de queimaduras de cigarro, feitas durante sessões de tortura. No rosto, no entanto, um sorriso aberto e um brilho no olhar. Difícil entender como Rosemara de Souza, a Mara, 37 anos, presa há quatro, oito filhos (com idades entre 7 e 23 anos), consegue manter a alegria de viver depois de passar por tantas adversidades. Mas é isso que a reportagem encontrou na carceragem do 3º DP de Londrina.

Mara foi presa quando a polícia invadiu sua casa e encontrou papelotes de crack e uma arma escondida. Seu companheiro na época, pai do seu filho mais novo, era um conhecido traficante e foi preso juntamente com ela. A casa em que morava já tinha sido uma “boca” por muitos anos. Ela diz que fez o companheiro parar de vender drogas ali, depois que foi morar com ele. “Mas muitos dos amigos dele da época de ‘boca’ continuava a frequentar minha casa. E um deles levou a droga e arma”, conta. Pelo crime de associação com o tráfico, Mara foi condenada a nove anos de prisão. Ela reconhece que não era inocente. Sabia do tráfico. “Mas eu nunca trafiquei”, diz.

Do semi-aberto voltou para o regime fechado

Mara já poderia estar em liberdade condicional, se não tivesse se evadido da penitenciária de regime semi-aberto, em Curitiba. “Eu fui burra de não avisar eles. Mas eu vim para cá, de portaria, e encontrei meu menino de sete anos cuidando de minha mãe, cadeirante. Ele era o responsável por ela tomar remédios e até levá-la ao banheiro. Quando vi as mãozinhas dele com calos, não pude voltar”, conta. Ficou quatro meses até ser recapturada. A mãe morreu um mês depois. Pegou mais um ano de regime fechado. Mas não se arrepende.

Hoje, Mara conta as horas para sair da cadeia. E tudo o que quer é uma oportunidade de arrumar um emprego. “Aprendi a costurar na penitenciária, mas faço de tudo, faxina, qualquer coisa. O que eu quero é trabalhar”, diz. Tráfico nunca mais. “Não vou voltar pra cá por causa de homem nenhum”, garante.


Fonte: Gazeta do Povo

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

OAB começa a convocar voluntários para mutirão carcerário

OAB começa a convocar voluntários para mutirão carcerário



A seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) está convocando voluntários para auxiliar no Mutirão Carcerário promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que terá início no dia 22 de fevereiro no Paraná. A revisão dos processos dos presos custodiados no estado e a vistoria das penitenciárias e cadeias deverão envolver cerca de 120 pessoas, entre juízes, promotores públicos, oficiais de Justiça e servidores do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

Cada um dos quatro polos regionais em que o grupo de magistrados, oficiais e promotores inicialmente atuará poderá contar ainda com o auxílio de advogados, bacharéis e estagiários do curso de Direito. Em Foz do Iguaçu, de onde as ações se estenderão também às cidades de Cascavel e Francisco Beltrão, no Oeste e Sudoeste do estado, a subseção da OAB e o Conselho da Comunidade na Execução Penal largaram na frente e já começaram a mobilizar os interessados.

“Assim que o presidente da OAB-PR nos comunicou sobre a vinda do mutirão para o Paraná, decidimos nos articular para saber quantos poderão colaborar quando os representantes do CNJ, do Tribunal de Justiça e do Ministério Público chegarem para fazer o levantamento do sistema prisional do estado”, adiantou o presidente da subseção local, Gilder Neres. A iniciativa atende ao apelo feito nessa semana pelo coordenador nacional do mutirão, o juiz Erivaldo Ribeiro.

De acordo com a assessoria de imprensa da OAB-PR, a entidade ainda aguarda o resultado da reunião marcada para segunda-feira, na sede do Tribunal de Justiça do Paraná, para definir as orientações gerais que serão repassadas às subseções regionais. O mutirão passará por Foz, Curitiba e Região Metropolitana, Litoral do estado, Londrina, Maringá, Cascavel, Francisco Beltrão, Ponta Grossa e Guarapuava.

Fonte: Gazeta do Povo

Começar de Novo: Construtora emprega presos e ex-detentos

Construtora de GO emprega 30% de presos e ex-detentos no quadro de funcionários 


Cerca de 30% dos funcionários que trabalham atualmente em obras da construtora GM Participação Empreendimentos Imobiliários, em Goiânia (GO), são detentos ou egressos do sistema carcerário. Eles trabalham nas funções mais diversas, que vão desde servente a encarregado geral, e recebem salários que variam de R$ 600 a R$ 3.000. "Não fazemos distinção entre os empregados .Eles são tratados como iguais, inclusive em termos salariais", destaca o diretor da construtora, Célio Vieira. A iniciativa contribui para a reintegração dessas pessoas na sociedade e no mercado de trabalho, o que é incentivado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio do Programa Começar de Novo.

Atualmente, a construtora conta com 240 funcionários, dos quais 70 são pessoas que cumprem pena em regime aberto ou semi-aberto. A quantidade de empregados varia de acordo com os contratos e as obras que a empresa realiza, mas Vieira garante que assegura vagas para presos e ex-detentos  para todos os projetos . A seleção dos candidatos é feita no próprio presídio, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde eles também passam por uma capacitação na área demandada pela empresa. Muitos deles trabalham como pedreiro, pintor, ou até mesmo mestre-de-obras. "Nunca tivemos nenhum tipo de problema . Pelo contrário, o resultado têm sido muito positivo", ressaltou.

Mais vagas - A ideia de incluir  egressos no quadro de funcionários da construtora foi colocada em prática no início de 2009, segundo o diretor, por sugestão de um colega e, desde então, foi adotada em todas as obras da construtora. "Eles ficam felizes com a oportunidade, sem contar que é uma contribuição para a sociedade", afirma Vieira. Os resultados foram tão positivos que ele pretende expandir o número de vagas destinadas a detentos este ano nas próximas obras que serão tocadas pela empresa.

Em Goiânia, nesta quinta-feira (28/1) o presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, ressaltou a importância de programas de ressocialização de presos e egressos do sistema carcerário, como política de segurança pública,  a fim de reduzir  a taxa de reincidência,  e diminuir a criminalidade. Na ocasião, ele assinou convênios com o governo de Goiás e a empresa de confecção de roupas Hering para ampliar a oferta de vagas de trabalho e cursos para presos, ex-detentos e menores em conflito com a lei que cumprem medidas só-educativas e de internação no Estado. No Portal de Oportunidades, disponível no site do CNJ (www.cnj.jus.br), 1.550 vagas para cursos e emprego estão sendo ofertadas para essas pessoas.


Fonte: Agência CNJ de Notícias

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Mutirão Carcerário no Paraná contará com 36 juízes



O Mutirão Carcerário no Paraná, que deve ter início no dia 22 de fevereiro, contará com a participação de 36 juízes e cerca de 30 promotores públicos do estado. O mutirão é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). O objetivo é reexaminar processos de presos provisórios e condenados, verificar as condições de cumprimento da pena e buscar formas de garantir vagas de emprego para presos que deixaram a prisão, por meio do projeto “Começar de Novo”.

Ontem, o TJ divulgou o número de profissionais que irão participar das atividades. Além dos 36 juízes, 41 servidores e 15 oficiais de Justiça vão se dividir nas quatro áreas polo do projeto: Curitiba, Região Metropolitana e Litoral; Londrina e Maringá; Foz do Iguaçu, Cascavel e Francisco Beltrão; e Ponta Grossa e Guara­puava. O MP ainda não fechou o número de profissionais que irão atuar no mutirão, mas estima que 30 promotores estarão envolvidos com as atividades.

Uma reunião, marcada para segunda-feira, na sede do Tri­bunal de Justiça do Paraná, vai iniciar a discussão sobre o planejamento das ações do mutirão. “O governo do Paraná fez muitos investimentos nesta área, mas o sistema carcerário é um problema nacional”, diz o juiz auxiliar da presidência do TJ, Rosselini Carneiro.

Governo

Ontem, a agência de notícias do governo do estado divulgou nota afirmando que o governador Roberto Requião teria pedido ao presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, para que o mutirão viesse ao estado.
“Em dezembro, Requião telefonou a Mendes pedindo que o projeto viesse ao Estado. Pouco depois, no dia 21 de dezembro, enviou ofício ao presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Fede­ral, confirmando o interesse do Paraná em receber o Mutirão Carcerário a partir de fevereiro de 2010”, diz o texto da matéria.

Para o presidente da seção Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), José Lúcio Glomb, o mutirão será importante na avaliação do sistema carcerário paranaense. “O CNJ é um órgão contestado por alguns, mas dá uma chacoalhada em algumas coisas. É o que deve acontecer com o sistema carcerário do estado.”

Transferência

O Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (Depen-MJ) anunciou ontem que 129 detentos que estão em outros estados vão retornar ao Paraná nas próximas semanas. A volta faz parte da Operação Retorno, sugerida pelo Conselho Nacional de Justiça para acelerar a tramitação de processos criminais. Outros 408 presos que estavam detidos na Penitenciária Central do Estado (PCE), destruída na rebelião do dia 15, aguardam transferência para o Presídio do Ahú, que será reativado emergencialmente. Seis presos morreram na rebelião.

Fonte: Gazeta do Povo

Sistema prisional MASCULINO em Foz é considerado organizado



Há mais de um ano, situação penal em Foz do Iguaçu é tranquila. Rebelião na Penitenciária Central do Estado, em Piraquara, reacendeu polêmica da falta de vagas nas unidades prisionais.
Até dois anos atrás, Foz do Iguaçu de tempos em tempos vivia uma situação caótica, devido às rebeliões que os presos desencadeavam na Cadeia Pública Laudemir Neves. Os motivos eram sempre os mesmos: a superlotação e a falta de condições mínimas de higiene e salubridade. Mas desde outubro de 2008, a situação mudou, com a inauguração do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), que abriu quase 900 novas vagas prisionais.

A polêmica da falta de vagas nas penitenciárias e cadeias do estado voltou à tona depois da rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, que deixou seis mortos. O fato levou, inclusive, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) a programar um mutirão carcerário, que tem o objetivo de reexaminar os inquéritos e processos dos presos condenados e provisórios, verificar as condições de cumprimento das penas, e estabelecer ações para a ressocialização dos detentos que deixarem a prisão. A ação começa em fevereiro em todo o Paraná.

De acordo com o diretor do CDR em Foz do Iguaçu, Alexandre Calixto, trabalho semelhante já foi realizado no município, em novembro do ano passado. "Eles vieram verificar se havia presos com a pena extrapolada, ou se a pessoa estava aguardando presa e o processo não andou. Fizeram toda essa avaliação aqui", lembrou.

Mas, pela primeira vez em anos, a situação encontrada no final de 2009 foi a de um sistema prisional organizado e até mesmo tranquilo. De acordo com Calixto, a construção do CDR foi a solução para o problema. "O Governo do Estado investiu, e hoje temos uma situação até confortável. Tem a Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu (PEFI), que abriga os condenados, e o CDR, que é uma unidade híbrida — pode ter condenados, provisórios e regime semiaberto. Com isso, a gente consegue acalmar a situação", destacou.

Somente da Cadeia Pública Laudemir Neves, em torno de 20 presos são removidos para o CDR semanalmente, segundo informou Calixto. "E esse número pode chegar até a 50. Porque aqui a gente tem uma rotatividade grande", explicou.

Alexandre Calixto, que há oito anos dirige unidades prisionais em Foz do Iguaçu — antes da inauguração do CDR, ele era diretor da PEFI —, comentou que já presenciou situações muito críticas no que diz respeito a carceragens. "Sempre tinha rebelião, por causa da superlotação. Uma vez, chegou a ter 890 presos no cadeião", lembrou.

Agora, a Cadeia Pública Laudemir Neves comporta em torno de 370 presos, dos quais 160 são mulheres. Na Penitenciária Estadual, cumprem pena 477 detentos já condenados. E no Centro de Detenção e Ressocialização a média tem sido de 800 prisioneiros. "Estamos na nossa média, mas como temos uma rotatividade boa, estamos sempre recebendo presos", observou.

Após a inauguração do CDR, em outubro de 2008, a situação se estabilizou. "Nunca mais tivemos rebelião no cadeião. Lá está tudo mais arrumado, é outra situação agora. Se conseguiu impor uma disciplina. E para a Polícia Civil também está mais confortável", disse, referindo-se às diversas vezes em que presos precisaram ficar na cela da delegacia, pois não havia mais vagas na cadeia pública. Por vezes, a unidade chegou a ser interditada pela Justiça — a última interdição determinada pela Vara de Execuções Penais ocorreu em 22 de julho de 2008, pouco antes da entrada em funcionamento do CDR.

Ressocialização

Um dos motivos de satisfação para Calixto é que, tanto na PEFI quanto no CDR, o programa de ressocialização dos detentos realmente funciona. "Tem uma política estadual que nós seguimos, que é a do Departamento Penitenciário, que com essas unidades eles humanizaram a pena. Pode-se desenvolver o tratamento penal que está estabelecido na lei", destacou.

Parte desta humanização consiste, por exemplo, em separar os presos por tipo de crime que cometeram. "Tem o sujeito que cometeu assalto, o homicida, tudo separado, porque a mistura é que faz a escola do crime. E o preso de alta periculosidade tem 88 celas para isolamento. Aqui se consegue desenvolver o que a lei diz. A política do estado exige isso da gente. O preso tem que estudar, trabalhar, e a gente tem que correr atrás", acrescentou.

Dentro das unidades, os encarcerados fazem cursos profissionalizantes e até mesmo estudam por meio da modalidade de educação à distância. "Deveria ser assim no Brasil inteiro. Assim, não teria esse desenvolvimento do crime como outros estados deixaram formar. Com essa separação, não se permite que o crime organizado comande de dentro das unidades prisionais", contextualizou.

Também existe um projeto para a construção de uma penitenciária feminina em Foz do Iguaçu, que deverá ter 400 vagas.

Fonte e Foto: Gazeta do Iguaçu

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Transferência de presos deve acelerar julgamentos



Aproximadamente 1.400 presos que estão aguardando julgamento em presídios estaduais, retornarão para o distrito da culpa, isto é, ao estado onde ocorreu o crime. A meta é do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, órgão responsável pelas remoções. A ação segue proposta do Conselho Nacional de Justiça de viabilizar o recambiamento regular de presos.

Batizada de Operação Retorno, a iniciativa que começou em setembro de 2009 tem como objetivo dar maior celeridade aos processos. Segundo o diretor do Sistema Penitenciário Federal, Wilson Salles Damázio, é comum mandados de prisão serem cumpridos fora do estado onde aconteceu o crime. “A presença do réu na comarca onde praticou o crime representa celeridade no julgamento.”

A Operação Retorno já fez 100 transferências de presos entre os estados. A meta do Depen é que, em 2010, com a ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB), todas as remoções solicitadas sejam efetuadas. Coordenada pela área de inteligência do Sistema Penitenciário Federal, a operação conta com o apoio da Polícia Federal, Força Nacional de Segurança Pública e FAB.

A transferência mais recente da Operação Retorno foi feita de Porto Alegre (RS) para Ponta Porã (MS). Uma mulher paraguaia e o filho de 1 ano e 8 meses retornaram para o Mato Grosso do Sul onde tramita o processo. Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério da Justiça.

Fonte: Site ConJur

CNJ anuncia pente-fino nas penitenciárias do Paraná




Mutirão pode abrir vagas no sistema carcerário do Paraná


Por: Guilherme Voitch
Foto: Maurício Borges

A partir de fevereiro, Conselho Nacional de Justiça vai revisar inquéritos e processos e verificar as condições de cumprimento das penas no estado. As delegacias e penitenciárias do Paraná vão passar por um pente-fino a partir do dia 23 de fevereiro. O anúncio foi feito ontem, 12 dias depois da rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, que deixou seis mortos. Na data, inicia no estado o Mutirão Car­cerário, iniciativa do Con­selho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) destinada a reexaminar os inquéritos e processos dos presos condenados e provisórios, verificar as condições de cumprimento das penas e estabelecer ações para a ressocialização dos detentos que deixarem a prisão. A ação deverá du­­rar cerca de três meses e será desenvolvida em parceria com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

De acordo com o juiz auxiliar da presidência do CNJ e coordenador do Mutirão Carcerário, Eri­valdo Ribeiro, quatro juízes virão ao estado coordenar as atividades. Eles irão se dividir em polos regionais de trabalho: Curitiba, Região Metropolitana e Litoral; Londrina e Maringá; Foz do Iguaçu, Cascavel e Francisco Beltrão e, por fim, Ponta Grossa e Guarapuava. “Sabemos que apesar do esforço do governo estadual existe um problema de vagas em penitenciárias e delegacias. É uma questão nacional que estamos enfrentando”, diz Ribeiro.

O Paraná é o primeiro estado da Região Sul a receber o mutirão, que já passou por 18 unidades da Federação. Até ontem, o CNJ havia analisado 95.516 processos e inquéritos. Desses, 31.573 garantiram benefícios aos detentos, como mudança de regime no cumprimento da pena. Em outros 18.984 processos, a revisão significou a liberdade para um ou mais presos. “Encontramos casos de pessoas que foram presas provisoriamente e já estavam há 14 anos detidas sem julgamento. Em outra situação, a pena já tinha vencido há quatro anos e o cidadão continuava detido.”

O objetivo do CNJ é revisar todos os inquéritos e processos de pessoas que cumpram pena com restrição à liberdade. Dados de junho de 2009 do Sistema Integrado de In­­for­­ma­­ções Penitenciárias (InfoPen), do Ministério da Justiça (MJ), mostram que 27.211 detentos estavam nessa situação no Paraná. Pelo menos metade deles estão nas carceragens de delegacias.

Ribeiro diz que muitas inspeções serão feitas pessoalmente. “É um trabalho de amostragem nas delegaciais e penitenciárias. Serve para que possamos verificar a real situação. Em outros mutirões constatamos casos de tortura e maus-tratos aos detentos. Tudo isso será observado.”


Apoio

O mutirão também deverá contar com o apoio da Secretaria de Estado da Justiça (Seju), da Secretaria de Estado Segurança Pública (Sesp), da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Paraná (OAB-PR) e da Defensoria Pública. Ribeiro também faz um chamado aos advogados paranaenses para que colaborem no processo. “A ideia é fazer um esforço de toda a sociedade e fazer com que os presos tenham um mínimo de acesso à defesa.”

Ainda segundo o coordenador do mutirão, apesar de o início oficial estar marcado para o dia 23, o trabalho começa a partir da próxima semana. “Vamos buscar uma ponte com os empresários paranaenses para que eles coloquem vagas à disposição do projeto Começar de Novo, que oferece oportunidades de emprego para ex-presidiários.”

Após a rebelião na PCE, a Gazeta do Povo fez uma série de reportagens sobre o sistema penitenciário no estado. O jornal revelou que, no dia da rebelião, 30 agentes penitenciários cuidavam de um total de 1.578 presos, segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná. Em outras reportagens, foi informado que, apesar dos investimentos do governo estadual, não foram criadas vagas suficientes para esvaziar as delegaciais, que seguem lotadas. A falta de vagas na Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, também pode levar detentos que estão no regime fechado, mas deveriam estar no semibaerto, para a rua. “Acom­panhamos as notícias do estado e vamos fazer um esforço para melhorar essa situação”, afirmou Ribeiro.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sem vagas, presos podem sair

Advogados pedem liberdade para detentos que estão no regime fechado e já deveriam ter sido transferidos para a Colônia Penal Agrícola, que está lotada

Por: Guilherme Voitch
Foto: Marcelo Elias



A falta de vagas nas penitenciárias paranaenses pode colocar na rua presos que deveriam estar cumprindo pena dentro das unidades prisionais. O problema se deve à lotação nas quatro instituições destinadas ao regime semiaberto. Juntas, elas oferecem 1.882 vagas. A Secretaria de Estado da Justiça (Seju) afirma que o número atende as necessidades do estado. Porém, dados do Sis­tema Nacional de Informações Penitenciárias (InfoPen), do Ministério da Justiça, mostram que em junho do ano passado 2.465 detentos cumpriam esse tipo de pena no estado, em uma proporção de 1,3 preso para cada vaga.

De lá para cá, não houve melhorias nas unidades de regime semiaberto e parte dos presos que teriam direito a esse tipo de pena conti­­nuam detidos no regime fechado.

Os advogados Guilherme Rittel e Estevão Pontes, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR), identificaram 33 detentos do Centro de Triagem 2, em Piraquara, que teriam direito ao regime mais brando. “Eles tiveram bom comportamento, atestado pela direção das unidades por onde passaram, e já cumpriram parte suficiente da pena para terem direito ao semiaberto”, explica Pontes.
A informação repassada pelo Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR) aos advogados é que a Colônia Penal Agrícola, que deveria receber os detentos, estava lotada e que as transferências não poderiam ser feitas.

No fim do ano passado, os advogados impetraram um habeas corpus pedindo que, enquanto não surgissem vagas na Colônia, os detentos encarcerados aguardassem no regime aberto, no qual o detento permanece em casa. O pedido ainda não foi analisado pelo Judiciário. “A jurisprudência determina que um preso não pode cumprir uma pena mais severa do que aquela determinada pela Justiça”, diz Rittel.

Confira a maéria na integra: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=967317&tit=Sem-vagas-presos-podem-sair

Fonte: Gazeta do Povo

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Vagas não crescem na mesma proporção de presos

Investimentos do governo são insuficientes para mudar o panorama das prisões paranaenses

Por: Vinicius Boreki e Guilherme Voitch
Foto: Albari Rosa




Embora o número de vagas em penitenciárias paranaenses tenha dobrado entre 2003 e 2009, o sistema carcerário do estado segue lotado e continua a sobrecarregar os distritos policiais dos municípios. A principal prova do esgotamento aconteceu na semana passada, quando a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Seju) cogitou a reativação da Penitenciária Provisória de Curitiba (PPC), o antigo presídio do Ahú, para abrigar 408 presos, en­­quanto é executada a reforma das galerias da Penitenciária Central do Estado (PCE), destruídas após a rebelião dos dias 14 e 15. A necessidade de uso de um presídio desativado há três anos se deve à lotação das demais unidades prisionais.

Em 2003, início da gestão do governador Roberto Requião (PMDB), havia 6,5 mil vagas em penitenciárias. Ao fim de 2009, o número saltou para 14,5 mil. Até o fim deste ano, o governo promete inaugurar outros dois estabelecimentos: o Centro de Detenção e Ressocialização de Cruzeiro do Oeste e a Penitenciária de Regime Semiaberto de Maringá, criando novas 1,3 mil vagas. No mesmo período, outros cinco presídios foram reformados, e a PCE também passaria por recuperação, mas o motim dos presos eclodiu antes disso. Os investimentos, no entanto, foram insuficientes para mudar o panorama das penitenciárias.




Dados do Ministério da Justiça (MJ) explicam o motivo da lotação das penitenciárias, apesar do avanço. Em dezembro de 2006, o Paraná tinha 18,1 mil detentos, sendo 9,4 mil no sistema penitenciário e 8,7 mil nas delegacias. Em junho de 2009, o número total saltou para 27,2 mil: 13,1 mil em distritos policiais e 14,1 mil nos presídios. Ou seja, em três anos, o índice de encarcerados, tanto em delegacias quanto em prisões, cresceu 50% no estado. As vagas nas penitenciárias não conseguiram absorver os detentos das delegacias.
 
Confira a matéria na integra: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=966933&tit=Vagas-nao-crescem-na-mesma-proporcao-de-presos

 
Fonte: Gazeta do Povo

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Estado regulamenta contratação de ex-detentos



Com base nas recomendações do Conselho Nacional de Justiça, o estado do Maranhão promulgou lei que institui o Programa Começar de Novo como política do estado. Criado pelo CNJ, o programa tem como objetivo promover ações de reinserção social de presos e egressos do sistema carcerário e de cumpridores de medidas e penas alternativas.

A Lei 9.116/10, assinada pela governadora Roseana Sarney, beneficia os egressos do sistema prisional em livramento condicional, suspensão condicional de pena e que já cumpriram a pena. Empresas com até 200 funcionários, devem destinar 2% de suas vagas aos egressos, até 500 funcionários, o número é de 3%, até 1.000 de 4% e acima deste número, 5%. Quem não obedecer a este limite, pode ser multado. A lei também prevê, como parte do projeto de reintegração dos detentos, uma equipe de apoio que prestará orientação e assistência psicológica e jurídica.

O programa Começar de Novo foi instituído pelo CNJ em outubro do ano passado. A resolução 96 que institucionaliza o projeto estabeleceu também a criação do Portal de Oportunidades do Projeto, disponível no site do CNJ. O portal de oportunidades trará o cadastro de entidades integrantes da Rede de Reinserção Social e conterá propostas de cursos, trabalho, bolsas e estágios disponíveis ao público-alvo.

A proposta de resolução foi apresentada pela conselheira Morgana Richa e aprovada por unanimidade. De acordo com o presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, o trabalho de reinserção dos presos e egressos representa uma preocupação do Conselho com a questão da segurança pública. Segundo o ministro, o Projeto Começar de Novo é fundamental para combater a reincidência. Para o ministro, a reinserção social "dá oportunidades para que os egressos possam ter uma vida normal e digna", afirmou.

Fonte: Conjur

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

CNJ recomenda a tribunais implantação de Casas de Justiça

 


Brasília - Os tribunais de Justiça de todo o país terão de instalar Casas de Justiça e Cidadania nos estados. A recomendação do Conselho Nacional de Justiça foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (21). O objetivo é a usar espaços públicos ou de centros comunitários para promover atividades que aproximem a sociedade do Poder Judiciário.

A iniciativa inclui no mesmo espaço assistência jurídica, informações sobre serviços públicos, cursos profissionalizantes e outras ações que visem ao exercício da paz e da justiça, como a solução de conflitos.

O projeto foi criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro de 2008. As duas primeiras unidades foram inauguradas em Montes Claros (MG) e Teresina. Atualmente existem também no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amapá.

Em Brasília, a área da Casa de Justiça foi cedida pela Advocacia Geral da União (AGU), em novembro passado, no Clube do Servidor. A parceria permitiu a recuperação de um espaço público e histórico de Brasília, que estava abandonado há mais de 10 anos.


Fonte: infojus notícias

Falta de Vagas - TJ-MS manda presos para casa



Condenados a cumprir pena em regime semiaberto, 384 presos em Mato Grosso do Sul começaram, nesta terça-feira (19/1), a ser mandados de volta para casa. Mas não foi por nenhuma benesse ou indulto da Justiça. A razão foi a falta de vagas para o semiaberto nos presídios do estado. Um Habeas Corpus concedido pelo Tribunal de Justiça sul-mato-grossense na semana passada garantiu que os detentos, que já tinham o benefício do regime menos rigoroso, deixassem a penitenciária federal de Dois Irmãos do Buriti, que só comporta presos em regime fechado. Sem ter para onde mandar tanta gente, a Justiça resolveu liberar os prisioneiros para cumprir prisão domiciliar, como manda a lei.

O Habeas Corpus foi pedido pela Defensoria Pública estadual em novembro, e concedido no dia 12, por decisão unânime da 1ª Turma Criminal. Em abril de 2008, os detentos saíram da Colônia Penal Agrícola de Campo Grande, considerada pela CPI Carcerária a pior do país, e foram transferidos para o recém-inaugurado presídio de Dois Irmãos do Buriti. A unidade, no entanto, é exclusiva para penas em regime fechado.

Com a decisão do TJ, os presos agora estão sendo liberados aos poucos. O juiz Allysson Kneip Duque, da Vara Única de Dois Irmãos do Buriti, faz audiências sucessivas para analisar a situação de cada um. Eles aguardarão em casa que o estado providencie vagas em detenções de segurança média.

No pedido, a Defensora Pública Francianny Arruda, afirmou, em defesa dos detentos, que os beneficiários de regime mais brando estavam sem possibilidade de trabalhar, prerrogativa do semi-aberto. Por isso, o relator do caso no TJ, desembargador Dorival Moreira dos Santos, foi enfático. “A execução da pena no regime que lhes foi designado - semiaberto - é direito inegociável, e, a inexistência de estabelecimento penal adequado, não enseja ao Estado a possibilidade de manter os encarcerados em regime mais gravoso. Imperativa a colocação em regime domiciliar”, afirmou em seu voto. Segundo ele, se a Justiça mantivesse os presos no regime fechado, cometeria coação ilegal à liberdade de locomoção e seria conivente com a omissão da administração pública.

A Agência Penitenciária do Estado chegou a recorrer da decisão do TJ-MS para tentar prorrogar a liberação dos presos para depois de 90 dias. No entanto, o tribunal mandou que a decisão fosse cumprida imediatamente. Um recurso já foi ajuizado no Superior Tribunal de Justiça. O que a agência quer é que o Judiciário espere a conclusão da construção do presídio da Gameleira, em Campo Grande, que terá condições de alojar encarcerados do semiaberto. As obras do novo presídio devem ser concluídas em março.

Além dos presos vindos da Colônia Agrícola em Campo Grande, outra transferência para a detenção federal está sendo investigada pela Corregedoria do TJ-MS. O juiz Roberto Lemos, convocado pelo Conselho Nacional de Justiça para atuar no Mutirão Carcerário em Mato Grosso do Sul, visitou recentemente o presídio, e encaminhou um pedido de providências ao desembargador Josué de Oliveira, corregedor do tribunal estadual. “Estão tentando fragilizar o nosso trabalho”, disse o juiz ao jornal Correio do Estado, referindo-se ao Mutirão Carcerário do CNJ que começou no ano passado.

O caso é o da transferência de 50 presos do Semi-Aberto Urbano da capital também para o presídio de Dois Irmãos. O juiz foi informado da situação irregular pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no estado. O mutirão do CNJ constatou a situação precária no Semi-Aberto Urbano, o que originou uma ordem de transferência de alguns detentos, feita pela Justiça local.

Fonte:  Consultor Jurídico

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Campanha: "Não Finja que Você Não Vê"

Nesta terça-feira, 19, o Conselho da Comunidade participou e acompanhou a apresentação da campanha de prevenção à violência que será implantada em Foz do Iguaçu.

A secretária de Assistência Social, Rosilene Link, abriu o evento oficial comentando sobre a violência no município e esclarecendo o objetivo da campanha "Não Finja que Você Não Vê".






Durante o evento os órgãos participantes receberam os materiais referentes à campanha de prevenção. Após isso, foi, por uma mesa redonda, aberta a oportunidade de ouvir os participantes sobre seus projetos, idéias, dialogo e informações.

O professor da Unioeste, Marcos Augusto Moraes Arcoverde e a representante do Pair - Programa de Ação e Intervenção de Referência à Violência Sexual, Sueli Ruiz apresentaram um novo projeto que está sendo realizada pesquisa com o intuito de se fazer um levantamento de dados em todos os conselhos municipais, órgãos do município e instituições que são porta de entrada ou que prestam atendimento às vítimas de violência.

O objetivo é fazer um diagnóstico do que está sendo feito e também do que já foi realizado para resignificar o trabalho e traçar novas metas de trabalho. O foco não seria, segundo ela, coletar dados diretamente com as ofendidas de violência, mas sim com os conselhos e entidades que tiverem estes dados.



O projeto “Rede regional de luta contra o tráfico de crianças e adolescentes para fins de exploração sexual e tráfico no Mercosul” está sendo feito em Foz do Iguaçu, onde firmaram parceria a Unioeste e a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Estendendo o projeto a cidades de fronteira da Argentina, Uruguai e Paraguai. A expectativa é que todo o levantamento seja realizado até o mês de abril e em maio já devem começar os fóruns preliminares de discussão para traçar ações de prevenção na sociedade, levando em consideração a realidade levantada e as experiências de enfretamento promovidas anteriormente.

O assistente do diretor geral brasileiro, da Itaipu Binacional, Joel de Lima, que participa da Rede Proteger, fez a proposta da criação de um comitê gestor de enfrentamento a todos os tipos de violência. A idéia é fazer reuniões trimestrais desses grupos e trocar experiências das ações que estão sendo realizadas, também promover atualizações sobre o tema e aprimorar idéias. A proposta foi bem acolhida pelos participantes.

Visite: http://www2.fozdoiguacu.pr.gov.br/portal/noticias/wfrmVisualizaNoticia.aspx?IdPagina=10&IDNoticia=28205